Um video postado no YouTube mostra funcionários do Domino's fazendo porcarias (como enfiar um pedaço de queijo no nariz ou passar a mão na bunda) ao preparar sanduíches.
Trata-se evidentemente de um ato de sabotagem praticado por dois funcionários (que teriam sido demitidos, segundo legenda do mesmo vídeo) mas, mesmo assim, é inegável que causa prejuízos à marca. O mesmo está acontecendo com o Speedy, serviço de banda larga da Telecom, que foi interrompido em São Paulo.
Então, como reagir a isso? Veja os conselhos do colunista Abbey Laassen, do Ad Age: 1. Localize com precisão de onde vêm os boatos. Veja quem pode estar zangado e por quê. Saber exatamente de onde partem os boatos e a que eles podem levar. São eles seus clientes ou não? A prioridade devem ser os seus consumidores mais leais na hora prestar contas.
2. Dizer que não sabe é melhor que dar explicações vagas. Conselho de Laassen: Dizer ?estamos atentos a esse problema, não vamos ignorá-lo. E estamos trabalhando duro para descobrir o que aconteceu?.
3. Meça muito bem a sua reação para não fazer alarde. É preciso tomar cuidado para botar mais lenha na fogueira dando uma resposta no Jornal Nacional a alguma coisa que ficou restrita a uma troca de e-mails entre as pessoas. É importante não fugir do assunto e assumir erros. ?Um pequeno segredo sobre a natureza humana: saber que alguém está ouvindo você é às vezes mais importante do que conseguir exatamente o que você quer?, diz Laassen.
4. Cuidado com o tom. Usar um tom frio, impessoal, distante pode comprometer a imagem de uma empresa que cultiva a imagem de ser atenta às necessidades dos seus clientes. Diane Hessan, da Communispace ? ouvida pela Ad Age ? diz: ?As pessoas não esperam que as empresas sejam infalíveis, mas que queiram aprender, se aproximar de seus clientes e que queiram realmente ouvir e tenham compromisso em resolver problemas...?.
5. Explique o que vai fazer para evitar novos problemas no futuro. Seja aberto, explique muito bem o que aconteceu, por que aconteceu e demonstre claramente o que vai fazer para que isso não aconteça de novo.
6. Prevenir é melhor que correr atrás do prejuízo. Marcas fortes, que têm conexões emocionais com seus públicos, costumam sair-se melhor quando se defrontam com esse tipo de problemas. Lembro-me por exemplo da TAM quando teve aquele primeiro acidente em Congonhas no auge da reputação do Comandante Rolim: as pessoas com quem falei simplesmente não queriam acreditar que o problema fosse culpa da empresa. ?Se as pessoas amam a sua marca você pode atravessar você mesmo essas intempéries?, diz Laasen.
O segredo do sucesso da campanha de Barack Obama não foi usar as mais avançadas tecnologias do mundo digital, mas integrá-las às ferramentas tradicionais, declarou o responsável de new media da campanha, Joe Rospars à Advertising Age.
Rospars, que é sócio fundador da empresa Blue State Digital, esteve na Ad Age Digital Conference em Nova York e disse que muito mais que uma única idéia sensacional e inovadora, o que funcionou mesmo foi uma velha prática: integrar as ferramentas disponíveis. ?Tudo tem que trabalhar junto para atingir as metas de marketing?, ele disse.
O trabalho de Rospars e sua equipe começou cedo. Ainda em 2007, quando Obama não era nem mesmo candidato a candidato. E a coisa rolou solta, sem empecilhos como restrições orçamentárias ou exigências de metas fixas a atingir.
?O processo foi muito mais uma conversa?, ele diz, ?era sobre como poderíamos integrar peças de organização como o registro de eleitores e usar o espaço digital para cultivar as pessoas como organizadores em estados onde não tínhamos nenhuma presença?.
O grande sucesso das doações pela Internet, por exemplo (a campanha de Obama foi sustentada em grande parte por um grande número de pequenas doações feitas pela Internet). Rospars considera que mais importante que o dinheiro arrecadado, foi o fato de os eleitores construírem uma relação com o candidato.
E mesmo considerando a importância de uma campanha de e-mails ele avalia que mais importantes que os e-mails provenientes da campanha são os e-mails que as pessoas trocam entre si.
"O relacionamento que os votantes construíram entre si não terminou com a eleição tem tampouco o relacionamento entre eles e o Presidente?, disse Rospars. "Ganhando ou perdendo isso ia continuar e eles agora estão exigindo desempenhar um papel no processo em Washington e dentro de suas comunidades.?
Quer dizer: o grande negócio da Web é quando a sua mensagem chega nas pessoas e elas resolvem repassá-la para seus amigos e conhecidos. Da mesma forma como muitos repassam piadinhas, powerpoints de auto-ajuda e outras bobagens, elas podem repassar idéias com as quais concordam. Elas podem difundir causas às quais resolveram aderir.
Foi isso o que aconteceu na campanha de Obama e também o que aconteceu no segundo turno da eleição municipal em Belo Horizonte. A diferença é que, no caso de Obama, a relação do candidato com seus eleitores via Web continua sendo alimentada. Escrito por userID: 622353920008firstName: às 11h37
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A moça acima é uma cantora. A novidade é que a música que ela está cantando é uma súplica para que a gravadora com que tem contrato, a Roadrunner Australia, deixe-a ir. O motivo? Amanda Palmer, a moça do vídeo, acha que seus contatos via Twitter e e-mail funcionam melhor para vender discos e atrair gente para os shows. ?Isso é uma lição de como o futuro da música vai funcionar ? os fans estão literalmente (literalmente mesmo?) fazendo filas na mesa de autógrafos depois dos shows, me entregando dinheiro e dizendo ?Obrigado?, escreve ela no site NJN Network. Além de comparecer aos shows, os fãs até mesmo ajudam a pagar parte da equipe que viaja com ela em excursão: ?Eles nos levavam para jantar toda noite, nos deram lugares para dormir (?) tudo sem rótulos (de gravadora), tudo usando e-mail e twitter. Os fãs acompanharam a aventura, Eles adoraram ajudar?. (A partir do post de Peninha Schimidt)
Esqueça as qualis, quantis e outras ferramentas da pesquisa tradicional. A nova pesquisa de mercado usa os rastros que deixamos ao navegar na Internet para identificar tendências de comportamento e de consumo.
Se você costuma fazer compras pela Amazon, fica mais fácil entender do que estou falando. De acordo com o tipo de livros que você costuma comprar, o site identifica o endereço IP do seu computador (espécie de impressão digital eletrônica de cada maquina) e indica livros que ele acha que são a sua cara.
Da mesma forma, o Google vai rastreando as suas preferências e identificando o seu perfil de consumo. O mesmo fazem os outros sites de busca, como o Yahoo e MSNSearch. Essas informações são repassadas aos novos gurus da pesquisa online como Bill Tancer, que além de analisar os dados dos mecanismos de busca, passa um pente fino nas redes sociais como Orkut, MySpace e Facebook.
O resultado é que Tancer coleta dados muito mais confiáveis do que a das pesquisas tradicionais. Ou você acha que aquele circunspecto cavalheiro que lhe cumprimentou hoje pela manhã confessaria num grupo de pesquisa que adora dar uma fuçadinha num site pornográfico de vez em quando?
?Na condição de participantes de pesquisas, a maioria de nós se preocupa com a própria reputação, isto é, não queremos oferecer um vislumbre sequer de nossa vida cotidiana que possa fazer com que pareçamos pessoas imorais?, escreve Tancer no livro Click, já traduzido no Brasil. Mas quando você está sozinho, na privacidade do seu computador, esse cuidado deixa de ser necessário.
Os dados manipulados pelas empresas são anônimos e a pesquisa online não quer dizer, necessariamente, que haja um Big Brother por aí nos espionando. Muitas vezes somos nós mesmos que oferecemos informações a nosso respeito dentro das redes sociais, no afã de fazer amigos com gostos semelhantes.
Ou oferecemos dados pessoais em troca de serviços, quando, por exemplo, você se registra no GMail (para ganhar um endereço de e-mail grátis) ou na página de notícias do Google (para ganhar um jornal eletrônico exclusivo, só com as notícias que lhe interessam).
?A personalização da busca procura determinar quem você é pelos dados demográficos que oferece (como quando você se registra no Yahoo) e/ou por seu histórico de clickstream?, escreve John Batelle, no livro ?A Busca?, sobre o Google e seus concorrentes. O clickstream são as pegadas que seu endereço IP deixa ao navegar.
É da capacidade de acumular essas informações e transformá-las em negócios que vem a força do Google: ?Os dados sobre comportamento de busca e de uso da internet podem ir além de mero mapeamento da força de um candidato ou de uma nova marca (...). Eles podem oferecer uma visão privilegiada do próprio processo de tomada de decisões, e, ao contrário das pesquisas tradicionais, esse comportamento observado não é distorcido por nenhum tipo de inclinação, tendência ou preconceito na selecão dos participantes?, escreve Bill Tancer. Escrito por userID: 622353920008firstName: às 07h44
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Ontem, reunião de lançamento do Clupe de Planejamento de Minas Gerais. Ken Fujioka, da JW Thompson, conta o case da Macy's que, em plena crise, resolveu propor ao consumidor que acreditasse em Papai Noel.
Os cientistas japoneses criaram um robô capaz de amar, mas a experiência não acabou bem. A máquina enlouqueceu de amor, abraçou uma moça e não a soltou até que foi desligada.
?Esse foi apenas um pequeno contratempo. Tenho plena fé que um diz viveremos lado a lado com eles, e que até possamos amar e ser amados por robôs?, disse o pai da máquina, Dr. Takashi.
Dessa o Steve Jobs vai gostar: a logomarca da Apple, além de vender os produtos da empresa, torna as pessoas mais criativas. Pelo menos esse foi o resultado de uma pesquisa (veja aqui a matéria sobre a pesquisa, em inglês) conduzida professores Gavan Fitzsimons e Tanya Chartrand da Universidade Duke, e Gráinne Fitzsimons da Universidade Waterloo.
?Todos nós somos expostos a milhares de imagens de marcas todos os dias, muitas das quais não estão relacionadas com publicidade paga? diz Gavan Fitzsimons. ?Nós achamos que exposições incidentais a marcas não nos afetam, mas o nosso trabalho demonstra que até mesmo rápidos flashes de logotipos nos afetam muito?.
A equipe realizou um experimento no qual 341 estudantes da universidade completaram o que eles acreditavam ser um teste de acuidade visual, durante o qual o logotipo da Apple ou o da IBM era mostrado tão rapidamente que eles nem percebiam. Depois disso, os participantes completavam uma tarefa destinada a avaliar a criatividade: eles deveriam listar todos os usos possíveis de um tijolo além de construir uma parede.
Resultado: quem viu o logotipo da Apple mesmo sem notar descobriu usos mais criativos para o tijolo não apenas sob o ponto de vista dos pesquisadores como de um grupo de juízes independentes selecionados para avaliar os trabalhos. Os pesquisadores consideram que a Apple que trabalha há anos a idéia do "Think different", associada à criatividade e ao incomum, consegue de fato influenciar o comportamento das pessoas.
Algo parecido aconteceu numa outra pesquisa que eles fizeram com as marcas Disney e E! Channel. Quem foi exposto subliminarmente à marca Disney agiu de forma mais honesta do que quem viu a da E! Channel. Conselho dos pesquisadores: marcas com associações fortes como a Apple deveriam gastar menos dinheiro com publicidade convencional e investir mais em ações de product placement (o popular merchandising - colocar o produto numa novela ou filme) e outras formas de exposição rápida da marca.
E quanto aos consumidores? Bem talvez, na hora de malhar, seria interessante ter por perto um logo da Nike. Escrito por userID: 622353920008firstName: às 06h24
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Aqui um link direto para o pronunciamento de Obama respondendo perguntas sobre economia.
Veja o site http://www.whitehouse.gov/openforquestions/ Nele o Presidente os Estados Unidos mais uma vez inova ao usar a Internet para falar diretamente com o público. Qualquer um pode se inscrever e perguntar. Um moderador escolhe as perguntas para evitar qualquer saia justa. Quer presidente mais 2.0 que este? Escrito por userID: 622353920008firstName: às 09h54
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Será que os dias dos websites corporativos, da maneira como os conhecemos, estão com os dias contados?
Michelle Wohl, da Sprout (uma empresa especializada na criação de widgets, virais e outros artefatos interativos da Web) sugere, em artigo no site iMedia Connection, que sim. Ou que, na melhor das hipóteses, a forma como produzimos os websites tem que ser completamente repensada considerando o mundo da interatividade, o mundo da Web 2.0.
Para quem chegou agora: a Internet, quando começou, era como uma estrada cheia de placas, cada uma delas um website com informações sobre seu proprietário. O máximo que você poderia fazer era parar na estrada e ler a placa se aquilo o interessasse.
A Web de segunda geração (2.0) é como um grande corredor cheio de salas, onde você pode entrar, conversar, deixar fotos, filmes e até tomar posse de um pedaço de uma delas. É o que acontece no YouTube, por exemplo, cujo conteúdo é todo produzido pelo público. Ou no Orkut, em que cada um tem sua página para se relacionar com os amigos.
DEIXE QUE OS OUTROS FALEM Hoje, as empresas que usam a Web de forma interativa normalmente mantêm blogs para interagir com seus públicos e/ou disponibilizam jogos e outros artefatos com esse objetivo.
Mas Michelle mostra o novo site da Skittles, marca de drops americana, para falar que já existem marcas que não falam nada de si mesmas, apenas deixam que os outros falem:
?Ao remover todo o entulho de que nós achamos que um website precisa e simplesmente colocando links para as páginas da marca nos sites de rede social, a Skittles está enviando uma mensagem poderosa: são os pensamentos e opiniões dos consumidores que dão forma à marca?.
É uma estratégia de marketing baseada na Web Social, nas redes de relacionamento. E, aparentemente está funcionando, já que Skittles tem aproximadamente 600 mil amigos no Facebook.
A MÁGICA DO ARCO-ÍRIS Aliás, Skittles vem se reposicionando há bastante tempo, desde que entregou a conta para a BBDO, deixando para trás a falecida D'Arcy Masius Benton & Bowles. Na ocasião, os comerciais, mais do que falar em ?saborear o arco-íris?, procuravam mostrar experiências com o arco-íris (Clique aqui para ver um dos comerciais).
É interessante notar que uma outra marca de drops conhecida dos brasileiros, a Mentos, virou um fenômeno de vendas porque a garotada descobriu, graças a alguns vídeos postados por dois alemães malucos na Web, que bastava misturar Mentos com Coca-Cola para provocar uma pequena explosão. Eles passaram a comprar mais Coca e Mentos só para fazer a experiência. E você, por que acha que as pessoas têm comprado os seus produtos? Escrito por userID: 622353920008firstName: às 04h09
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CONSUMO E CIÊNCIA SÃO RELIGIÕES DO MUNDO MODERNO, DIZ TEÓLOGO DAVID LOY
É claro que você já ouviu falar da “religião do consumo”, a idéia de que consumir virou algo quase sagrado para muita gente.
O que talvez você nunca tenha parado para pensar é que o consumo e outros hábitos modernos talvez tenham chegado para substituir vazios deixados pelo colapso do sentimento religioso no coração ocidental.
David Loy, teólogo e consultor de religião, argumenta que a religião existiu sempre para atender duas necessidades humanas básicas: um sistema de valores (isto é, alguma coisa que nos diz o que é certo o que é errado) e um sistema de crenças (isto é, algo que nos dê uma visão de mundo, que explique o porquê das coisas).
O sistema de crenças das religiões tradicionais, diz Loy, é preenchido pela ciência, a nova religião dos tempos modernos. E o sistema de valores foi substituído pelo consumismo, uma visão de mundo que tem como Deus o mercado e, como “Bíblia” , a economia.
Não haveria problema algum em se substituir a religião tradicional por outro sistema de crenças e valores, desde que o novo fosse melhor que o anterior. Isto é, que trouxesse mais felicidade e liberdade para os seres humanos.
O problema, diz Loy, é que por não nos darmos conta de que o consumismo e a ciência viraram religiões, deixamos de questioná-los. Por causa disso, o mercado e a idéia de que valemos pelo que tempos viraram dogmas. A gente aceita tudo isso como coisa definitiva.
A baleia que morreu no Tâmisa era ainda uma criança de 11 anos, sexualmente imatura e morreu de desidratação, informam os técnicos que estão fazendo a “autópsia” do animal.
Informação interessante: as baleias e os golfinhos se mantêm hidratados graças à comida que ingerem. A baleia do Tâmisa ficou três dias sem comer e morreu, não de fome, mas de desidratação, apesar das tentativas de socorro.
O interesse despertado pela baleia foi tanto que um espertinho tentou vender no E-bay um regador vermelho igual ao usado pela equipe de resgate para manter a baleia hidratada. A equipe avisou o E-bay e o regador falso foi retirado. O autêntico, colocado em leilão em seguida, já tinha alcançado ontem o preço de 7 mil libras esterlinas LINK.
Google se auto censura na China para atender exigências do Governo
O Google China vai bloquear a busca para coisas consideradas delicadas politicamente, como por exemplo “independência de Taiwan". Ao adotar a auto-censura, informa a Reuters, o Google segue o exemplo de outras grandes corporações, que preferiram se curvar às exigências do governo chinês a perder contato com um mercado de 111 milhões de usuários de Internet.
Andrew McLaughlin, do Google diz, em artigo publicado pela CNN (clique aquipara ver o artigo em inglês), que o gigante da Internet preferiu entregar os anéis para não ficar sem os dedos:
"Para operar na China, nós removemos conteúdo dos resultados de busca disponíveis no Google.cn em resposta a leis, normas e políticas locais. Embora remover resultados de busca seja incompatível com a missão do Google, oferecer nenhuma informação (ou uma experiência de uso totalmente degradada que resulta em nenhuma informação) é ainda mais incompatível com nossa missão.”
Vou sair do assunto do blog (o mundo, para quem ainda não sabe), mas não resisto: Marcus Valerius foi um figurão romano que viveu em 53 antes de Cristo e que foi acusado de práticas ilegais associadas a ...... eleições! Quem descobriu foi o Marcelo Tas (link). Tá tudo lá, na Wikipedia, a maravilhosa enciclopédia grátis da Internet, que tem versões em inglêse em português, além de outros idiomas.
Quer dizer: a história gira, gira e se repete. Marcos Valério, afinal de contas, tem tradição. Ele está apenas continuando o negócio iniciado por seus antecessores há milhares de anos. Não, diria o velho Marx, a história só se repete como farsa.
O presidente venezuelano Hugo Chavez alimenta um sonho: ele quer fazer da rede de TV venezuelana, a Telesur, uma nova Al Jazira. “Por que temos que aprender a respeito de nós mesmos a partir de uma rede do Norte, como a CNN?”, pergunta o novo ídolo das esquerdas no continente.
Chavez tem razão, em parte. A CNN de fato reproduz a ideologia Bush e achou lindas e patrióticas as invasões do Afeganistão e do Iraque. E a Telesur já despertou a paranóia de alguns congressistas americanos que querem criar uma rede só para transmitir para a Venezuela. Mas, será que o caminho é mesmo ficar criando TVs étnicas pelo mundo afora?
Depois da TV Árabe (Al Jazira) e da TV Latina de Chavez será que teríamos que ter a TV África ou a TV Índia, ou TV Ásia ou uma TV Oceania? De quantas redes de TV precisaremos para expressar as nossas divisões?
Será que precisamos mesmo de mais TVs estatais expressando ideologias e partidarismos? Os meios de comunicação hoje, ou são controlados por governos ou pelos interesses das grandes corporações. Será que não estaria na hora de termos uma rede de TV do chamado terceiro setor, dirigido por organizações sociais independentes, como propõe o professor de história latino americana Gennaro Carotenuto à agência Interpress?
Chavez éum homem do século passado, um mundo dividido em dois pela Guerra Fria. No século 21, precisamos valorizar mais o que nos une do que o que nos separa. Divisões de raças, etnias, religiões e ideologias já causaram muitas guerras e desentendimentos. É preciso procurar o entendimento, a tolerância e o diálogo para fazer um mundo melhor. E não ficar tentando apagar fogo com gasolina.